sexta-feira, 9 de setembro de 2011

[Parte 12] Passado Londrino - Última Chance

  No caminho, Oliver foi pensando em tudo, juntando cada pedaço, ligando cada fato. Tudo agora se encaixava. Ele tinha descoberto o motivo, a grande chave pela qual o sr. Simons teria assassinado o sr. Weitch. Logo Oliver estaria de frente ao homem que matou o pai dele.
  Com sua cabeça parecendo ter um turbilhão dentro, ele logo chegou à empresa. Pegou o elevador e apertou o botão do sétimo andar. Alguns minutos depois, o elevador chegou ao sétimo andar e ao abrir dar portas, Oliver saiu, esbarrando no supervisor.

- Oliver?! O que você faz aqui? Não é seu dia de estágio. - Falou Paul.
- Eu sei, vim ver o sr. Simons. Preciso falar com ele.
- Não acho que seja uma boa hora. Ele acabou de sair de uma reunião, deve estar cansado. - Explicou Paul.
- Mas preciso perguntar algo a ele. - Oliver tinha uma expressão série em seu rosto.
- Calma. Aconteceu alguma coisa? Você está bem?
- Estou bem. Só preciso falar com ele.
- Certo, vou perguntar se ele pode lhe receber. Espere aqui Oliver. 

  O supervisor dirigiu-se até a mesa da secretária, pegou o telefone e começou a falar. Parecia que ele tentava explicar algo. Talvez que Oliver estava nervoso e que queria muito falar com o sr. Simons. Oliver não aguentava mais ficar esperando ali. Sem querer esperar mais, ele começou a andar em direção à porta da sala. Sem aviso, sem permissão, apenas com vontade, Oliver entrou na sala. E ali sentado estava o sr. Simons, ainda falando ao telefone com o supervisor.

- Oliver! - Falou em tom firme o supervisor, que agora também estava dentro da sala. - Mandei você esperar lá fora.
- Não aguentava mais esperar ali. Preciso falar com o sr. Simons. - Oliver falava com certo tom áspero.
- Agora você pode falar, estou aqui. O que é tão importante a ponto de fazer você invadir minha sala? - Perguntou o sr. Simons, agora em pé.
- Quero que o senhor me fale sobre a apólice de seguro que meu pai fez em nome da empresa. A mesma apólice que você recebeu após a morte dele, evitando a falência da sua empresa! - A fúria de Oliver era evidente a cada palavra que ele falava.
- Como você soube disso garoto?! - O sr. Simons demonstrava espanto pelo que Oliver sabia. - Você andou fuçando nos documentos da empresa? Você não tem o direito de investigar nada desta empresa que não caiba respeito às suas funções!
- Esta empresa também foi do meu pai! E são documentos dele! Agora me responda! Foi por isso que você o matou? Por causa do seguro? Porque não queria vendar a empresa e ela estava falindo?
- Que história é essa Oliver?! - Perguntou o supervisor, confuso com toda aquela história.
- Que petulância! Seu pai era como um irmão para mim. Jamais seria capaz de matá-lo por causa de dinheiro! Já chega! Mesmo sendo filho de Leonard, você não é bem vindo mais aqui. Por favor, saia já desta empresa. - O sr. Simons estava em nervos.
- Isso não ficará assim. Você matou o meu pai. - Oliver falou antes de sair da sala.
- Sr. Simons, o senhor está bem? - Perguntou Paul, o supervisor.
- Saia Paul, me deixe só. Preciso descansar. Aquele garoto foi longe demais. - E voltou a sentar-se o sr. Simons.

  Mesmo sem a confissão do sr. Simons, mesmo que a conversa tenha sido uma breve discussão, Oliver sabia que o assassino era o sr. Simons. Não tinha mais dúvidas. Ele havia ficado nervoso quando Oliver mencionou o seguro. Enquanto Oliver descia o prédio, ia pensando no que fazer. Ele estava muito nervoso. 
  Descontrolado, essa seria a palavra certa para o estado de Oliver naquele momento. Como estudante de direito, ele sabia que para abrir um caso antigo seria uma burocracia enorme. Além do mais, as "provas" que ele possuía eram circunstanciais, nada provava de fato o envolvimento do sr. Simons com a morte de Leonard. Isto apenas levaria a uma investigação, que poderia durar algum tempo. Isso era frustrante. Somente uma confissão do sr. Simons seria essencial para o caso.
  Ao sair do elevador, já caminhando pelo hall de entrada do prédio, Oliver avistou Ruby, e algo sombrio passou por sua cabeça.

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