Oliver ainda estava tentando se recobrar do susto, mas não tinha tempo para isto. Ele precisava guardar os arquivos do pai. Não!, pensou ele. Não iria guardar. Ele precisava ler aquilo, e não seria só do seu pai. Apressadamente, Oliver abriu a caixa com os documentos do sr. Simons, retirou a pasta de dentro, juntando com a pasta de seu pai. Fechou a caixa. E saiu disparado para sua mesa, ele iria guardar em sua mochila. Em casa ele leria com calma. Agora ele precisava ri à sala do supervisor.
- Que bom que você não demorou, assim pegamos ele com tempo livre suficiente. Já avisei que você irá falar com ele. - Informou o supervisor assim que Oliver entrou na sala.
- Ah! Bem, me desculpa. Mas de quem você está falando? Quem eu vou visitar? - Perguntou Oliver confuso.
- Como assim quem? - Sorriu o supervisor. - Você precisa saber sobre a fundação da empresa, certo? Então você irá falar com o fundador, o sr. Simons.
- O sr. Simons?! Não! Quero dizer, não precisa incomodá-lo. - Oliver ficou atordoado.
- Que nada Oliver. Ele adorou a ideia de falar com você. Assim, ele poderá te conhecer. Então, vamos logo?
Mesmo sem nenhuma ação, Oliver seguiu o supervisor em direção ao elevador. A sala do sr. Simons ficava dois andares à cima. Logo eles estavam de frente à porta da sala. Oliver encontrava-se em um estado de transe. Ele não sabia o que falar, o que fazer, como reagir na frente daquele homem. O pânico se espalhava por sua mente. Ele não havia pensado em um encontro desses.
Ao entrar na sala, Oliver sentiu uma enorme pressão em sua cabeça. Toda aquela situação estava descontrolada. Ele poderia estar fazendo crise à toa. Só teria que agir normalmente. Ele neste momento iria falar com o dono da empresa, seu chefe. Somente isso.
- Oh! Paul, você veio rápido. Este é o garoto que quer conhecer o passado desta humilde empresa? - Sorriu o sr. Simons.
- Sim, sim sr. Simons. Este é Oliver. Bem, vou deixar vocês conversarem a sós. Com licença. - E retirou-se o supervisor.
O sr. Simons assentiu fazendo um gesto com a cabeça, e dirigindo-se à Oliver, estendeu-lhe a mão e falou:
- Oliver, um belo nome meu rapaz. E seu sobrenome?
O sr. Simons era um senhor idoso, com uma estatura um pouco baixa e alguns quilos a mais. Ele não parecia uma pessoa ruim, e demonstrara um bom senso de humor. Mas isto não era tudo. Este poderia ser o sr. Simons de agora, mas e quanto ao Vincent Simons de décadas atrás?
Estendendo sua mão e apertando a do sr. Simons, Oliver respondeu:
- Weitch. Oliver Weitch.
Ele sentiu o afrouxar do aperto de mãos, e em seguida a mão do sr. Simons soltar-se da dele, repousando em cima da mesa.
- Weitch. Oliver Weitch. Meu jovem, jamais imaginei que iria encontrar o filho de Leonard, muito menos trabalhando nesta empresa. A empresa que um dia foi dele também. Sente-se, por favor. Irei lhe contar a história que deseja saber.
Oliver sentou-se. Ele sabia de uma boa parte da história. Mesmo que ele tivesse feito grandes hipóteses, sem provas decisivas, e contra o sr. Simons. Mas ele estava querendo saber o que o sr. Simons iria falar, como ele iria contar a história, até qual ponto ele avançaria. Sim, Oliver queria saber disso. Poderia até mesmo jogar com o sr. Simons, tentar fazer com que ele falasse mais do que ele quisesse. Ele daria a perceber que sabia mais da história, assim poderia dominar a conversa.
Oliver sentou-se. Ele sabia de uma boa parte da história. Mesmo que ele tivesse feito grandes hipóteses, sem provas decisivas, e contra o sr. Simons. Mas ele estava querendo saber o que o sr. Simons iria falar, como ele iria contar a história, até qual ponto ele avançaria. Sim, Oliver queria saber disso. Poderia até mesmo jogar com o sr. Simons, tentar fazer com que ele falasse mais do que ele quisesse. Ele daria a perceber que sabia mais da história, assim poderia dominar a conversa.

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